29 janeiro 2006
.:Minha Cidade.:.

Dia de reunião da Família morcegos que parece ter ficado definido como último domingode cada mês.
Hoje venho falar da cidade onde nasci, já que faz pouco tempo que moro em Osasco apenas três anos, poderia falar de Frutal cidade onde morei desde os cinco anos, mas vou falar a cidade onde nasci e morei até os 5 anos de idade depois minha família se mudou para Frutal onde moram até hoje.
Lembro-me pouca coisa, nossa casa ficava a uma esquina, em frente dela havia uma praça onde costumava brincar, sentava próximo da estátua de São Francisco de Assis e lá me divertia. Não recordo de grandes momento além de passear pelas ruas arborizadas e com aqueles escorregas coloridos e balanços, mas um dia, meu Pai que era investigador de polícia resolveu ir embora, segundo minha mãe, depois de um acidente de trabalho ele não mais quis conviver com a cidade, já que a maioria das pessoas qeu o conheciam ali, hostilizavam suas pessoa, assim fomos para Frutal eu com apenas cinco anos perdi meu companheiro de tarde e de fotos, São Francisco de Assis, a única coisa "viva" já que ele era uma estátua em tamanho real, permanece em minha memória, penaeu não ter encontrado a foto dela, ele com o olhar doce e os pássaros pousados em seu ombro, com um lobo de pé ao seu lado, lobo esse que eu fazia de cavalinho nas poses das fotos.

BREVE HISTÓRIA DE ASSIS

José Teodoro de Souza, mineiro de Pouso Alegre, fez, em 1854, uma expedição a partir de Botucatu apossou-se da região de campo habitada pelos Xavantes. Posteriormente registrou, na paróquia de Botucatu, em 31 de maio de 1856, um título de ocupação dessa área limitada pelo rio Paranapanema pelo seu espigão com o rio do Peixe, pelo rio Turvo e pelo rio Figueira.

A existência da pousada na proximidade do córrego do Jacu e dos caminhos que para ela convergiam, certamente, influenciou na localização da Cidade de Assis. O capitão Francisco de Assis Nogueira, antigo residente de Avaré, desde 1890, utilizava como morada, na Fazenda Taquaral, aquela casa. Em 1º de julho de 1905 o capitão Francisco de Assis Nogueira fez a doação registrada na paróquia de São José de Campos Novos do Paranapanema, na décima gleba da divisão da Fazenda Taquaral, comprada de José Teodoro de Souza, «...setenta alqueires de terrenos em matas virgens, para serem demarcados em qualquer lugar na sorte de terras de sua propriedade a margem direita do Rio Paranapanema e no fundo do Rio Pari... para que se pretendia erigir sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus, tendo também como orago Seráphico São Francisco de Assis... por voto...
Assim a Lei Estadual nº 1581, de 20 de dezembro de 1917 criou o município de Assis desmembrando-o de Platina.

Em função da Igreja Católica ser proprietária das terras urbanas esta influenciava nos traçados das vias urbanas como também na disseminação de sua doutrina. Assim em 30 de novembro de 1928 é criada a Diocese de Assis, com a promulgação da Bula Papal de Pio IX.
Concretamente, até os anos oitenta, pouco se normatizou de forma efetiva sobre o parcelamento, o uso e a ocupação do solo urbano. A manutenção da malha em xadrez, sem consideração das condições geotécnicas do sitio, mostrou rapidamente seus efeitos negativos, com o aparecimento das primeiras erosões urbanas.
O Aniversário de Assis é comemorado em 01 de Julho.

Bem só pude colocar aqui parte da estória, já qeu apesar de nascer lá pouco sei sobre a cidade, como podem ver a Igreja Católica depois de um te4mpo passou a ser dona de quase todas as terras da cidade, lá existe "não sei hoje" uma grande movimento em obras artesanais, lojas de produtos feitos à mão em sau maioria santos e redes essas coisa é só gente não tenho muito o que dizer do assunto!

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Participaram também!
Advi Catarina

Esferográfica azul

Luma, a iluminada!

Morcegos

Mago
Makoto

Blogado por Coisas De Mulher às 12:22

26 janeiro 2006
.:Uma longa conversa.:.

- A gente pode conversar?
Bem, ele já estava ali e apesar de uma pontinha de mágoa, decidi ouvir o que ele tinha a dizer.
Pedi que esperasse eu tomar um banho, o calor tava demais e eu com a pequena confusão, não havia feito nada ainda, a noite já chegara e nem janta eu tinha preparado.
Alguns minutos depois, vinte para ser mais exato, ele estava lá olhando um porta retrato que havia uma foto minha com meu pai em uma pescaria, eu tinha sete anos na foto, a melhor foto que eu tinha na sala; peguei o telefone e pedi pizza já que o assunto parecia longo e precisaria de atenção.
- Bem agora podemos conversar tranquilo.
- Eu vim porque precisarei ficar uma semana aqui em São Paulo, terei uma série de reuniões para conversar com os arquitetos sobre detalhes da construção entre outras coisas.
- A Analú me falou dosa projetos e se veio me convidar para trabalhar com você de novo,a resposta é não, já estou trabalhando.
- Não, não vim te chamar para trabalhar. Minha prima já me disse qual era sua decisão e eu respeito. É que eu estou tendo muito gastos com todo esse novo investimento, sendo assim a Analú me deu a idéia de falar com você, quem sabe eu poderia ficar aqui, sairia mais barato que pagar um hotel. Eu cobriria alguns gastos que sei não serão tantos, você faz seu preço, isso se você concordar é claro!

Eu pasmei e nem bem consegui pensar, quando a campainha tocou, era a pizza, saí rápido como quem procura um espaço na marotona para respirar. Aquilo era uma desculpa esfarrapada, eu tinha certeza disso, mas a ficha aida não tinha caído, paguei a pizza e fomos para a cozinha, ele me falou dos planos para o novo Cyber as mudanças que faria, eu falei do meu trabalho e o assunto foi indo até ele perguntar:
- E aí fechamos negócio?
- Não sei eu...
- Ah entendi, seu namorado pode não gostar de me ver aqui, tudo bem não quero atrapalhar.
Mais uma armadilha lançada, proque ela não fala diretamente o que quer .
- Olha Gui, eu não estou namorando se é isso que você quer saber, só estou trabalhando muito e me acostumei com minha privacidade, mas aceito sua proposta. Quanto você gastaria em um hotel por cinco dias?
- Não sei, entre mil e mil e quinhentos.
- Tudo bem, deixo você ficar, mas porque a Analú é uma grande amigae a idéia foi dela, não vou te cobrar nada, amigos são para essas coisa, só vou avisando minha geladeira está vazia portanto precisaremos de uma compra básica se não quisermos morrer de fome.
- Pode deixar comigo faço compra amanhã ante de vir pra cá, quer algo especial do mercado?
- Não, tem uma lista na porta de geladeira com algumas coisas que precisa ser comprado. Mais uma coisa de roupa espalhada pela casa, a lavanderia fica ali no fundo tem uma máquina lá e só usar, aquela é a pia e aquele é o fogão, sentindo fome é só cozinhar, não sou sua mãe portanto não farei nada para você em carater de trabalho caseiro.

Ele me olhou e ficou rindo, respondeu um sim senhora com ar zombeteiro, desceu guardou o carro na garagem vaga subiu com duas malas, decidiu tomar um banho, enquanto eu fiquei na sala vendo tv, pensando em como meu dia foi corrido que loucura, será que o Alan resolveu o problema com a Flávia, ela é mesmo uma histérica de carteirinha e eu estou ficando louca com tanta confusão, juro que queria pelo menos um pouco de sossego...

Blogado por Coisas De Mulher às 16:10

21 janeiro 2006
.:O retorno.:.

Voltei depois de exatos 12 dias sem computador, não sei ao certo o que houve com ele mas não ligava e aí sem grana para consertar foi ficando, o bom é que eu tava tão entusiasmada com o emprego que nem senti muita falta. Ainda sobre o texto do Benitez, eu realmente o conheci daquele jeito ha mais ou uns dois anos atrás, eu estava no provador na hora da confusão o vestido que eu usava estava sendo costurado por uma das atendentes da loja, a mesma que o havia rasgado com a ponta de um cabide. Pensando em tudo não sei se teria a mesma coragem daquele dia, eu não autorizei as minhas fotos de lingerie de irem nas páginas dos jornais e consegui isso graças a uma liminar na justiça, mas isso é passado vamos aos fatos desses doze dias.

Não foram muitos assim, eu comecei a trabalhar no dia 09 no escritório de advocacia do DR. Afonso Gouveia, não sou advogada Tio Dil, como você pensou, sou apenas secretária, marco e agendo os dias de audiência, arquivo e preparo as papeladas de alguns casos, não é muito empolgante, mas é corrido e a gente vê cada caso em um escritório de advocacia, é um trabalho interessante, das 09:00 ás 17:00 hrs não preciso acordar muito cedo, nem chego muito tarde em casa. No total são dez advogados lá e tem pelo menos cinco secretárias contando comigo, algumas delas já estão cursando Advocacia e provavelmente depois farão parte do Grupo de Advogados de lá, o Dr. Afonso que diz gostar muito do meu trabalho, se ofereceu em conseguir uma bolsa de estudos para mim se eu de repente mudar de idéia sobre o curso de direito, já que disse não gostar dessa área, eu não me daria bem no meio disso, além do que não conseguiria defender alguém que estivesse errado, ele explicou que tem vários ramos, eu poderia se quisesse, ficar no juízo de pequenas causas não precisa ser na área criminal, eu disse que se mudasse de idéia falaria com ele.

O fim de semana passado decidi sair já que fiquei a semana inteira em casa depois do vexame do ano novo, ia do trabalho para casa e só, enfim atendi o Alan que passou a semana inteira tentando falar comigo, eu estava por demais envergonhada, mas afinal teria que encarar as consequências do meu ato, não podia mais fugir, à proposito, eu não era amiga da Flávia como alguns pensaram, se fosse jamais teria feito aquilo. Na sexta feira passada quando cheguei em casa o Alan estava sentado na minha porta eu fiquei roxa na hora que o vi, ele disse que estava me esperando já que sempre me chamava e eu fingia não estar em casa, e que ele achava aquilo muito chato era mais fácil eu dizer que queria um tempo e não ia atendê-lo, depois de ouvir isso me senti tão pequena, o Alan é assim, direto sem meio termo.
- Não vai me convidar para entrar?- disse ele.
Entrou, elogiou a organização deu duas voltas na sala e sentou-se no chão, acho engraçado esse jeito largado dele, peguei suco e antes que eu perguntasse ele já adiantou o assunto.
- Bem, você deve saber porque vim aqui falar com você. Aquilo que aconteceu na noite de Ano Novo, eu entendo que você estava ruim, mas acabou com meu lance com a Flávia.
- Eu não sei o que dizer, eu...
Realmente eu não sabia o que dizer, não conseguia nem pedir desculpas pelo ocorrido.
- Foi o que pensei -disse ele com voz grave- Depois daquela noite a Flávia ficou implicando por tudo, qualquer coisa brigava comigo até que nao deu mais.

Ele foi contando as coisas, as brigas e as conclusões dela, ela passando no serviço dele sempre, pra ver se ele estava mesmo só, ficou paranóica a menina, ele sentia por isso, gostava muito dela.
Perguntou de mim, eu falava do meu trabalho quando a campainha tocou, deixei-o na sala e fui atender a porta, ao abrir, Flávia entrou com tudo, foi até a sala e ao ver o Alan começou a gritar histérica como na festa.
Disse que sabia, que tinha ido na casa dele para conversar e pedir desculpas que ela tinha exagerado, mas que a senhora que tava no corredor disse que ele estava na minha casa.
- Eu sou a maior idiota mesmo, tava lá me remoendo por ter terminado com você e pensando como eu tinha sido ciumenta- gritava ela.
Eu atônita tentei falar e ela me mandou calar a boca, quase esmurrei ela, como me manda calar a boca na minha casa, eu tinha deixado a porta aberta, a Flávia começou a chorar convulsivamente eu tentando manter a calma o Alan foi abraçar ela e levou um tapão, busquei água com açúcar na cozinha e quando voltei o Alan disse que tinha uma pessoa na porta me esperando, deixei os dois lá e fui ver quem era, meu queixo caiu ao ver na porta o Guilherme, meu primeiro pensamento foi:
- Meu Deus eu taquei pedra na Cruz ou fiz pacto com Judas???
- Cheguei em uma hora ruim?- ele perguntou meio constrangido já que da porta dava para ver o que se passava na sala, onde a Flávia mesmo mais calma continuava discutindo com Alan- Se não for um bom momento eu volto depois.
Pedi que entrasse, de certa forma isso faria com que a louca da Flávia parasse de espetáculos, acabei achando providencial a chegada dele, Alan convenceu a Flávia a ir para a casa dele conversarem melhor, ela concordou e saiu meio com vergonha e meio com raiva.
- O que foi aquilo? -perguntou Guilherme.
- Uma longa estória. -eu disse- O que faz aqui?
- Isso também é uma longa estória. A gente pode conversar?
Bem, ele já estava ali e apesar de uma pontinha de mágoa, decidi ouvir o que ele tinha a dizer, mas é uma longa estória e fica para o próximo post, preciso visitar vocês, beijos e até mais...

Blogado por Coisas De Mulher às 13:29

10 janeiro 2006
.:Como conheci Benites, por ele mesmo.:.

O Benites ligou, conseguiu um emprego para mim, com o mesmo advogado de outro tempo atrás quando nos conhecemos, ele comçou a falar sobre o assunto de como foi a maneira que nos conhecemos, num ato que diz corajoso, para mim pareceu mais estúpido afinal poderia ter dado errado, as consequências seriam dráticas. Pedi para ele mandar por e-mail, assim eu poderia colocar aqui e ele me manda um livro kkkk

A conheci num acontecimento no Iguatemi Shopping. Eu estava em dia de folga e resolvi comprar uma roupa na Loja de moda feminina Carmim, precisava escolher algo para dar de presente para uma amiga que faria aniversário na outra semana, mudei de idéia e fui para a loja de lingeries Miss Victória que ficava praticamente ao lado no piso térreo, ela havia comentado que precisava comprar umas peças íntimas novas e sedutoras, ela sempre dá umas dicas assim como quem não quer nada.
Estava eu falando com a vendedora e tentando explicar como minha amiga era, muito difícil escolher uma peça sem saber ao certo o tamanho, a atendente disse que eles não trocam peças intimas por questão de higiene, liguei para a melhor amiga dessa minha amiga e antes de perguntar qualquer coisa expliquei a situação e pedi para que guardasse segredo, mesmo assim ela ficou fazendo piadas, afinal um homem não dá lingerie para uma mulher se não for namorado ou marido dela, ou estiver com terceiras intenções, não tentei me esquivar das conclusões dela, de nada adiantaria, enfim a moça foi pegar o pedido.
- Todo mundo no chão anda!- gritou um homem que havia entrado correndo na loja, em uma das mãos a arma apontada para o segurança que estava no próximo à entrada da loja, mandou largar o rádio e empurrá-lo em sua direção, fez com que entrasse na loja, o que o outro obedeceu imediatamente. Eu já deitado, depois da surpresa já pensava em como me aproximar e imobilizar o sujeito antes que estrago maior fosse feito, mas ele como que lendo meus pensamentos, olhou em minha direção dando gargalhadas altas e debochadas.
- Benites! Ah Benites! Você por aqui meu caro! Foi difícil encontrá-lo, mas como prometi, aqui estou eu. Pensou que eu tinha esquecido? Levanta anda logo!
- Sabe o quanto esperei por isso meu chapa? Não, você nem imagina, todos aqueles dias naquele inferno.
- Ora Carlos! Você mereceu cada um deles, e. - Com uma coronhada ele me derrubou, enegrecendo minha visão por alguns minutos e me deixando um pouco tonto.
- Cala a boca filho da puta! Escuta aqui Benites, eu vou levar você comigo e você vai pagar por ter me colocado naquele lugar e ter matado meu irmão aquela noite. Você era novo, tinha acabado de entrar na polícia, sentia-se o novo herói não é mesmo? Dez anos benites! Dez anos no inferno!
Minha cabeça rodopiava, mal conseguia enxergar e ouvir o que ele dizia. Carlos Cruz chefe do tráfico de drogas de um dos Morros na periferia de São Paulo, ele estava no comando também de contrabando e roubo de cargas de materiais de informática, além de muitas outras coisas. Seu irmão mais novo Rui Cruz que era seu braço direito, morto por mim na troca de tiros com a polícia, eu fazia parte dessa força tarefa contra o tráfico. Na época eu era novato tinha apenas vinte e um anos, quando foi preso ele jurou vingar a morte de seu irmão. Agora estava ali para cumprir sua promessa.
Alguém havia chamado a polícia que já cercava o lugar e tentava negociar com ele a liberação do pessoal que estava na loja. O Shopping foi evacuado só havíamos nós lá na loja, policiais entraram e cercaram os corredores de saída, minha cabeça não funcionava direito ainda atordoada pela pancada, mas percebia a movimentação, as pessoas estavam deitadas no chão, apavoradas, alguns choravam, o segurança do shopping fez um movimento brusco e levou um disparo.
- Seu merda! Eu falei para ficar parado! Alguém vai lá ajudar ele!
Uma mulher se levantou e foi até o homem ferido ajudando-o a se sentar, o disparo aumentou ainda mais a movimentação do lado de fora, houve ameaça de invasão, o que fez com que ele desse mais um disparo para o alto de advertência.
- Se alguém tentar mais uma gracinha eu mato um aqui dentro entenderam?
- Se você veio me matar, porque não mata logo, libera essas pessoas que nada tem a ver com isso tudo.
- Vamos acaba logo com isso!
- Acha que sou trouxa Benites? Sempre bancando o herói. Eu te mato, libero o pessoal depois sou morto aqui dentro, você vai morrer sim, mas antes vai me ajudar a sair daqui ileso.
Não conseguia pensar em nada, a tensão aumentava enquanto o tempo passava, de repente sai alguém correndo de dentro de um dos provadores pegando ele desprevenido dá um chute em seu antebraço e com uma rasteira derruba o bandido, muitos correm em direção à porta tentando fugir a garota que acertou o bandido estava de posse da arma gritando para que ele não se movesse. Ela estava vestindo apenas lingerie, logo em seguida a polícia invadiu, o bandido foi levado, enquanto alguns companheiros da corporação faziam perguntas para algumas testemunhas que lá estavam os repórteres tiravam fotos de tudo inclusive da garota de lingerie, o pessoal do resgate socorria o segurança baleado cuidavam do ferimento em meu rosto, mais alguns pontos para minha coleção.
A moça que havia reagido contra o bandido estava tranqüila, havia entrado no provador e estava se vestindo, mas teria que acompanhar até a delegacia para prestar depoimento, assim como mais algumas pessoas que ficaram no local. Foi neste instante que nos conhecemos, ela foi ao mesmo tempo corajosa e estúpida, já que sua reação poderia ter piorado as coisas, mas tive que reconhecer que foi necessário, ela havia feito defesa pessoal e isso ajudou.
Conversamos muito e descobri que ela estava desempregada e tinha um mês para deixar a casa onde morava, tinha uma estória interessante e um nome no mínimo engraçado; Dannyele Chantilly. Tornamos-nos amigos depois de algumas semanas, consegui um emprego para ela com um amigo que era advogado, o salário era bom e o horário também, foi o jeito que achei de agradecer por ela ter salvado minha pele, apesar dela dizer estar salvando a própria pele, o que não deixa de ter sentido.

Blogado por Coisas De Mulher às 17:53

03 janeiro 2006
.:Vida é como receita de bolo.:.

E o ano finalmente começou para mim... Digo isso porque a virada apesar de ter sido divertida foi também péssima, isso porque eu estraguei tudo.
Não fui viajar para a casa dos meus pais em Frutal, isso me deixou triste, eu queria vê-los, mas eles foram curtir a lua de mel comemorando não sei quantos anos de casados.
Então sendo assim aceitei o convite da galera de repetir a dose de festa de Natal, só que desta vez na casa de outro amigo.

A vida é comom uma receita de bolo, tudo tem que estar em quantidade certa, uma porção a mais e o bolo se estraga, e foi exatamente isso que aconteceu com meu bolo de virada de ano, estávamos todos se divertindo (eu só por tabela), na verdade eu estava pouco à vontade, queria ir pra casa, mas tudo o que eu menos precisava era ficar só. Um sentimento de tristeza estava lá no fundo querendo sair e o que eu fiz para evitar isso?
Bebi, bebi muito e eu não posso com bebida gente, sei muito bem o que sou capaz de fazer quando estou alegre, mas não pensei nisso antes.
Lá estava eu imponente, dona do mundo, rindo e falando alto, tudo bem que eu não era a única neste estado, mas não justifica. Eu chateada por não ver meus pais, por ver o Alan na festa com a Flávia de novo, por agora saber que eu estou gostando dele, passou da meia noite e a queima de fogos acabou, o pessoal começou a trocar o presente de amigo secreto e na hora em que chegou a minha vez de chamar meu amigo secreto, comecei a discursar e tal, todo mundo cheio de pressa e eu falando e falando, ria mais que falava, o mico já era grande, o Alan tentando amenizar o mico, foi lá pegar o presenta da minha mão, disse que era melhor eu ir dormir, que eu já tinha bebido demais, a Flávia fez uma cara de poucos amigos para mim.
Eu aproveitando da situação, já que apesar de meio tonta eu tinha noção do que fazia, me pendurei no pescoço do Alan, olhei pra Flávia que fechou a cara de vez, tava lá eu sendo carregada para o quarto em passos meio em falso, tropeçando e ouvindo a ovação da turma que me aloprava. Não satisfeita pouco antes de adentrar a sala e me jogar no colchonete, sussurrei no ouvido do Alan:
- Obrigado por me ajudar.
- De nada, você tava sendo micando, eu só fiz o que achei que devia fazer. Pra isso que servem os amigos.
- É isso que a gente é?
- É, por...
Antes que le terminasse tasquei um beijo nele, ato que fez Flávia gritar de longe, ele me afastou dele dizendo que eu precisava mesmo era dormir, estava chapada, fiquei rindo até dormir, mas ainda ouvia a Flávia histérica falando com ele que tentava expicar que não tinha nada a ver.

No domingo, acordei um pouco antes que todo mundo, eu estava com a maior vergonha do mundo. Aos poucos eles foram acordando, a Flávia nem olhou para minha cara, o Alan se limitou a acenar com a cabeça um bom dia, só me perguntou depois se eu estava bem, eu sem graça disse que estava melhor, ele deu um riso e saiu. Cheguei em casa já no fim da tardee depois disso ainda não saí, sei o grande vexame que causei e ainda estou envergonhada. O Alan já me chamou duas aqui esses dois dias, mas fingi que não tinha ninguém em casa, preciso de tempo para absorver tais absurdos aos quais me submeti por causa do exagero...

Blogado por Coisas De Mulher às 20:04